Uma mordida

Em fração de segundos o veneno percorria todo o meu corpo. Queimando… Queimando.
Você foi chegando aos poucos. Ganhando minha confiança para depois ATACAR. Quantas ilusões esse seu veneno me causou? Quantas mentiras nele contêm? Por quanto tempo suportei viver assim? Perguntava-me. Uma voz baixinha dentro de minha cabeça não hesitou em responder – Falta de amor próprio talvez.

Uma vida saudável… Às vezes me pegava imaginando como seria. Uma vida sem mentiras. Sem as expectativas e com elas (depois) as inúmeras decepções. Em uma vida saudável com certeza não existiria seus falsos sinais. Aqueles em que você finge se importar, quando na verdade está nem aí. Como pude me acostumar com a dor? Acredito que o efeito alucinógeno e a sensação de felicidade tenham muito a ver com isso. Sensação de felicidade. Eu mereço ser feliz De VERDADE. Repetia a mim mesma milhares de vezes. Uma mordida foi o suficiente para você tomar controle da situação.
Uma vez ouvi dizer que, quando você é mordido por uma cobra, é preciso chupar todo o veneno e depois cuspi-lo. Em um momento de desespero isso fez sentido. Decidi tentar mesmo sabendo que não seria nada fácil. A primeira e segunda tentativa foram frustradas. Respirei fundo. Meu corpo queimava. Tarde demais… Fui descoberta. O veneno parecia saber do meu plano: me livrar dele! Cada vez que o sugava sentia dor. E as lembranças bombardearam minha cabeça. Lembranças dos sorrisos que você arrancou de mim. Por um segundo parei. Era claro que o veneno queria me enganar mais uma vez. Tudo ilusão. Não foi real! – me obriguei a enxergar a verdade. Então continuei. Sugava-o e cuspia. Seus sorrisos. Cada mentira. Já me sentia melhor. E continuei. Agora parecia mais fácil. Sentia-me como nunca me senti antes… Forte… VIVA.
Outras lembranças bombardearam minha mente. Toda a dor que essas ilusões me causaram. Cada expectativa frustrada. Cada lágrima que derramei. Lembranças dos ciúmes. Do medo. Da raiva. Medo de te perder, o que não fazia o menor sentido, já que você nunca foi meu. Ciúmes até da sua sombra. Raiva por você não saber. Ou fingir não saber. Ou não se importar. Ou simplesmente não corresponder a tudo o que sinto. Lembranças das quais me envergonho. Aquelas em que eu fiquei fuçando sua vida, só pra sentir que fazia um pouquinho parte dela. Aquelas em que chorei sendo que você nunca mereceu.
Me senti aliviada quando percebi que agora não posso mais driblar a dor nem meus sentimentos. Agora sou eu e você. E não há mais veneno para me controlar. A marca da mordida está bem aqui, para me lembrar (caso tente esquecer) a verdade. Como você foi capaz de se esconder atrás de estratégicas? Joguinhos. De algo que me causava dor e assistir a tudo isso? Isso me fez pensar em como você me faz tão mal em certos momentos. Me causando dor. Diante de tudo isso, a única coisa que eu posso querer é que se distancie. SUMA de vez!

Alfa.

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Até sua máscara cair no chão…

Vou tirando lentamente sua máscara. Aos poucos conhecendo qual é o seu verdadeiro eu debaixo de cada mentira. Das ilusões. De toda falsidade. Até chegar o momento em que sua máscara finalmente cairá no chão. E ai: ou você passará a se esconder atrás de outra ou terá de enfrentar a realidade de quem você é.

Tudo que os outros conseguem ver é sua diplomacia. Seu andar elegante. As mulheres do salão estavam encantadas. Sonhavam com apenas uma dança. Você as ilude. As conduz de acordo com a sua vontade, dança, usa, e depois descarta.

Usa a máscara como sua proteção. Ela lhe da confiança. Mal sabe que viver atrás de uma máscara é muito fácil. O difícil é nos assumirmos como realmente somos. Qualidades e defeitos. Acertos e erros. Sem esconderijos. Afinal, as pessoas devem nos amar pelo que somos certo?

Tik-tak. Tik- tak. Minha ansiedade aumentava. Os ponteiros do relógio moviam-se lentamente. Esperava apenas a última música. Deixei você desfrutar da sua própria farsa. Era nítido o quanto se divertia em enganar a todos. Remorso? Culpa? Não! Sentia-se orgulho isso sim.

Sentia-se esperto. Não era culpa sua se todos acreditavam tão facilmente. As pessoas acreditam no que querem ver. No que preferem acreditar. Essa é sua filosofia de vida. Uma escapatória. Algo para tentar justificar as suas atitudes.

A noite ia se arrastando. Eu já havia caminhado. Tomado um ar fresco na sacada. Batido os pés de tão impaciente. Mas não ia ir embora. Em nenhum momento desistir passou pela minha cabeça. Seus sorrisos, olhares me encorajavam. Toda essa sua covardia de se mostrar como é. Ser um pouco sincero.

Na verdade, acho até que vou lhe fazer um grande favor. Chega de viver de aparências! Ser alguém que todos querem em vez de ser você. Eu queria isso por elas. Para que outras não acreditassem cegamente como acreditei. Isso também era por mim. Para tentar entender: o que foi mentira e o que foi verdade. Pergunta-me se não era apenas vingança. Não posso negar, era. Pelo menos um pouco.

Mas… já estava feito. Os olhares estavam voltados para ela. Lá no alto. Descia sem pressa. As fitas se moviam lentamente. A máscara ia caindo… Caindo… Até que finalmente tocou o chão.

Senti-me gloriosa. Uma verdadeira justiceira. Agora as pessoas iriam se aproximar de você, pelo que realmente é. Houve espanto. As pessoas não entendiam como haviam sido enganadas (bem debaixo do próprio nariz). Antes elas enxergavam só suas virtudes e agora, podiam ver nitidamente seus defeitos. Antes, tudo era beleza. Agora, podiam ver sua feiúra também.

Ah! Já ia me esquecendo, essa música é pra você:

Diga, quem você é me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira, a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro, jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja

(Máscara – Pitty)

Alfa.

Adeus

Você partiu sem ao menos dizer adeus. E eu fiquei aqui. Paralisada. Olhos no horizonte, atentos a qualquer movimento. Quem sabe não era você voltando? Será que não ouvi você se despedir? Devo ter entendido um até logo em vez do ADEUS.

É como se eu estivesse parada no meio de uma estrada. Tudo passava. Pessoas indo e vindo normalmente. Enquanto, nem conseguia me mexer. Seguir em frente. Um passo que fosse. Parecia impossível! Olhava o movimento da vida. Invejava a alegria que as pessoas sentiam. Odiava principalmente o dia em que os casais resolviam passear. Lembrava-me mais ainda de você (como se não fizesse isso todos os dias).

Cada lembrança de felicidade que senti. As risadas. O toque. As brigas e as reconciliações. Tudo agora tinha se tornado apenas… Lembrança.

Cada dia ia se arrastando. O tempo passava apesar de tudo parecer igual. Não conseguia deixar de criar minhas ilusões e expectativas.

Houve um dia em que o sol estava escaldante. O que favoreceu a uma nova alucinação. Podia ouvir nitidamente cada passo seu vindo ao meu encontro. Seu sorriso ainda mais iluminado. Você me pedia desculpas pela demora (como se me importasse) Você estava aqui. A esperança se gabava: “É ele! É ele! Eu não te disse. Estava certa todo esse tempo. Ainda bem que me ouviu.” Meu sorriso apagado ganhou força, cor e principalmente alegria. Era alegria mesmo? Sim. Já fazia tanto tempo que não a sentia, mas eu sabia que era ela. Meu coração dizia: “É ele! É ele! Chega de dor.”

O que mais eu poderia querer? Com ele aqui e agora tudo se tornava completo. Um sonho que se tornou realidade. As lágrimas que haviam me acompanhado durante toda a dor, agora estavam presentes na felicidade também.

Preparava-me para pular em seus braços. Quando… Ele desapareceu. A tempestade veio como um balde de água fria. A realidade me tirou do “país das ilusões”. Não podia mais fugir. Despejou a verdade na minha cara: “Ele não voltou. Siga em frente. Trate de esquecê-lo!!!”

Olhava em volta. Tudo parecia tão patético. Odiava-me. Entristecia-me. Mas uma vez me permiti enganar. Chega de ficar parada. Olhar pra trás não ia mudar o que estava bem na minha frente. Eu estava sozinha.

Meus amigos. Minha família. Eu! Tudo isso ia continuar abandonado esperando? Tudo isso que deixei de lado POR ELE. Quanto tempo mais? Se ele voltar? SE. A vida estava se baseando em suposições.

Seguir em frente não era mais só uma opção. E sim uma necessidade. Se vou esquecê-lo? Se vou tentar? No momento não posso garantir nada a ninguém, muito menos a mim mesma. Mas eu preciso aprender a dar um passo de cada vez.

Alfa.

Limpando o armário


Abro a porta cuidadosamente. Ao ver como o armário já estava cheio a solução me veio à mente: preciso de um armário novo e maior. Meus olhos procuravam apenas um espaço em que não houvesse nada. Inútil. Pilhas e mais pilhas. Amontoadas.

Questionava-me o que todas aquelas coisas estavam fazendo ali. Tantas coisas que pertenciam ao passado. Tão antigas, mas que não consegui me livrar. Quando não sabia o que fazer simplesmente corria e as guardava no armário. Se eu ficava triste as colocava junto com minhas lágrimas. E quando sentia medo, as trancava. Deveria ter tomado alguma atitude. Feito algo! Arrumado toda aquela bagunça ou jogado fora.

Sentada em frente à porta do armário tentava me lembrar como todas aquelas coisas foram parar ali. Havia coisas demais. Sabe quando um armário está tão cheio que quando você vai abri-lo tudo desaba sobre sua cabeça? Como uma onda enorme que te derruba. A porta ia me empurrando para frente. Tive que levantar para usar toda a minha força contra o armário. Todas aquelas coisas insistiam em lutar para sair.

Você deve estar se perguntando o que havia nesse armário afinal. Ele estava cheio de… PALAVRAS. Todas que deixaram de ser ditas. Aquelas que guardei só pra mim. As que tive medo de dizer. A porta cedeu e a imensa onda me pegou. A força de cada palavra me golpeou e me tirou do chão. Sentia-me totalmente sufocada. Tentei evitá-las, mas agora todas estavam diante de mim. Me encarando. Esperando que eu tivesse um pouco de coragem para admitir: foi inútil tentar fugir. Eu as deveria ter usado quando necessário. Deveria ter dito. A verdade é que foi tão fácil guardá-las no armário por um tempo.

Sabe quando você quer dizer algo, mas parece que na sua garganta tem um nó que te impede? Quando está diante da pessoa e simplesmente… não consegue.  Você acaba colocando no armário aquele pedido de DESCULPAS, porque é orgulhoso demais para admitir que estava errado.  Também guarda aquele pedido: Não vá embora. Fique comigo! Ou então aqueles pedidos que nos levam a um novo passo: namora comigo? Case-se comigo?

No meio daquela bagunça toda pude perceber:

Não dizer algo acabou magoando muito mais as pessoas que eu amava. E ficar em silêncio também me magoou;

Não falar me deixou sem ação. Deixei pessoas saírem da minha vida sem fazer nada. Elas partiram sem ao menos ter noção do quanto realmente significavam para mim. Às vezes aquelas palavras eram o suficiente para ficarem;

Deixei de dizer palavras que poderiam ser o primeiro passo de algo especial;

Tornei as brigas longas e dolorosas demais;

Acabei permitindo que me machucassem por não me impor;

Está mais que na hora de limpar esse armário. Arrumar toda essa bagunça. E se para isso for necessário dizer cada palavra que deixou de ser dita: eu farei! A minha primeira solução além de precoce foi estúpida. É claro que a solução não era arrumar um armário maior e sim não usar armário nenhum. É dizer sempre a verdade nunca acompanhada de grosserias, e sim de sinceridade. É não dizer amanhã o que pode ser dito hoje!

Alfa.

Senhor Invisível.

Enquanto ele se curvava graciosamente e estendia sua mão para a minha, eu discretamente me analisava (verificando se havia algum vestígio nítido do meu nervosismo). Deixei que minha mão fosse ao seu encontro. Após segurá-la de forma firme ele a  beijou suavemente. A música começa então todos se direcionam para o salão. Nossos passos são atrapalhados. Por mais concentrada que eu estivesse, foi inevitável não pisar em seu pé. 

Uma de suas mãos agora encontra-se em minha cintura. Eu delicadamente coloco a minha em seu ombro. A música parece mais harmoniosa. Deixei que ele me conduzisse. Eu gosto de como o meu vestido se movimenta quando ele me gira. O silêncio foi quebrado por conversinhas ao pé do ouvido.

Cruzei os dedos. Tomara que está música demore. Ou que outra comece logo. Tão próximos. Ele juntou seu rosto ao meu. Seu cheiro estava por toda parte. Seus olhos tentavam penetrar nos meus. Seu sorriso torto fez minhas pernas tremerem. Como se tudo não fosse o bastante… me fez sorrir. Rodopiávamos pelo salão. No meio do salão ele começou a me girar lentamente. Ele me girou e …  SUMIU!

A música calma se transformou em trilha sonora de terror. Onde ele estava? Como pode me abandonar de repente?  Em meio a todos os rostos ao meu redor eu procurava o seu. Seria uma brincadeira? Que hora para brincar. Se ele iria me abandonar por que fez fez questão de se aproximar? SEDUTOR. ME ILUDIU. A partir do momento em que lhe entreguei minha mão sabia que seria iludida.

Aparece e desaparece quando bem entende. Como ele tem facilidade em fazer isso. Me fez sentir a tal da felicidade pra tomá-la de mim. Me levou pras nuvens pra depois me deixar cair. Saiu sem se despedir. Simplesmente se afastou. Não me deixou pistas. Não deixou que eu me preparasse, ou tentasse.

Tantas perguntas na minha cabeça. Como eu queria encontrá-lo. Como eu tentava entendê-lo! Como eu o odiava por ser esse SENHOR INVISÍVEL. Respirei fundo. Procurei meu espelhinho. Me encarei no espelho. A primeira coisa que notei: minha maquiagem estava intacta. Agora eu repetia para a imagem refletida no espelho: Não chore! Levante-se. Nada aconteceu. Ele não merece seu desespero. Não procure-o. Siga em frente. Você consegue. Respire.

Se encarar resolvesse. Se eu jogasse todas as verdades na sua cara. Ele não ia me dizer por que havia feito isso.Iria? Não!Me recuso a ficar aqui paralizada. Por mais nervosa. Por mais que a tristeza estivesse me matando por dentro eu resolvi que… ninguém iria notar!!! Eu sai daquele salão como se nada tivesse acontecido. Não vou dar o prazer a ele ou a quem quer que seja de me ver arrasada. Sai sem olhar para trás.  Um passo de cada vez. Era esse o meu plano.

Alfa.

E agora? Como esquecer aquele cara?

As vezes quando as pessoas estão com problemas elas procuram desesperadamente pela SOLUÇÃO. Procuram saber o que fazer afinal. Mas ultimamente estou na seguinte posição: dentro das possibilidades eu sei o que é melhor pra mim. Sei o que devo fazer. Mas simplesmente ainda não consigo aceitar que essa seja mesmo a única solução! Ainda não tenho dentro de mim a VONTADE de tentar esquecê-lo.

Eu gostaria que fosse mais fácil esquecê-lo! Antes quando olhava aquelas frases: “Penso em você o tempo todo” entre outras do gênero, logo pensava “Que papo furado. Não tem como ficar pensando em uma pessoa o dia todo”. Minhas caras leitoras já aconteceu comigo, claro que eu não pensava 24 horas. Não dá né?! Porém a maioria do decorrer do dia… SIM! Eu pensava nele.

Eu até consigo me distrair as vezes assistindo algo, em aulas importantes, conversando com as amigas. Se bem que há tantas coisas que às vezes não cooperam para isso. Um gosto em comum. Uma música. Um lugar. Pedacinhos que me fazem lembrar dele.

Sinceramente. Eu já acordei (isso ocorreu uma única vez) e a primeira coisa que pensei foi nele. Isso me assustou de certa forma. Eu posso gostar de uma pessoa, mas não posso me anular para continuar gostando dela. Não posso anular coisas e pessoas importantes!

Eu me envolvo. Não consigo ser fria ou calculista. Vivenciar algo a distância não é comigo. Na verdade eu nunca fui muito de só apreciar a beleza das coisas. Sempre me envolvi. Sinto a necessidade de Participar!!! Se é para se lambuzar… ME LAMBUZAR! Se é pra mergulhar… MERGULHAR DE CABEÇA!

Sabe quando você está fazendo algo e quando se dá conta, já está pensando nele? Ai tentando parar de pensar nele. Você simplesmente balança a cabeça. Como se balançando a cabeça você pudesse afastar as lembranças. Todos os momentos. Ou a vontade de estar perto. “Você pode fechar os olhos para as coisas que você não quer ver. Mas você não pode fechar seu coração para as coisas que você não quer sentir.”

Posso balançar minha cabeça na tentativa inútil de tentar esquecê-lo. Mas como se faz com o coração? Como o engano? Negando este sentimento que vem à tona todo dia? Me convencer que já passou. Simples assim, como um estralar de dedos. Da noite para o dia. Como se esquecê-lo fosse um passe de mágica.

Uma pergunta. Muitas respostas. O que fazer para esquecer aquele cara? Há quem diga que um drink resolve. Afogar as mágoas do desprezo na bebida. Outros dizem que mudar de bairro, cidade, ou melhor… PAÍS é a solução. Claro! Sair do mesmo território que ele deve funcionar, não deve? Podemos ouvir aquela frase conhecida: “ Nada melhor que um novo amor para esquecer o velho.” Quem sabe se nos concentrarmos só no trabalho? Deixando o coração de lado um pouco. Qual dessas respostas podem me fazer esquecê-lo?

Penso que, qualquer uma dessa respostas sejam inválidas se não estiverem acompanhadas de uma coisinha… VONTADE! É ela que nos move. É preciso se dispor em algo para obter sucesso. Como podemos realmente esquecer alguém, se nem ao menos tentamos pra valer? Estou dizendo besteiras, meninas?

Tentar não é ficar murmurando. Nem se entupindo de doces, sorvetes e derivados (risos). Tentar de verdade. Resistir a tentação de ir falar com ele. Não olhar sua página na internet. Usar seu tempo em algo produtivo em vez de ficar sonhando acordada.

È isso o que quis compartilhar com vocês meninas. Apesar de ter a plena consciência de tudo isso. Ainda não tenho vontade de esquecê-lo. Tentar esquecê-lo agora é como deixá-lo ir. Sendo que eu o quero perto de mim. Apesar dele às vezes indiretamente ou diretamente me fazer mal.

Podemos ter certeza que às vezes é mais fácil falar. Mais fácil detectar o problema do que resolvê-lo na prática! A prática exige esforço, coragem, foco, entre outras coisas. Neste momento. Respiro fundo e lembro que o que tiver que ser… SERÁ!

Para refletirmos sobre o assunto, vou deixar um trecho de Mário Quintana.
“…Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela…
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…
Um dia percebemos que o comum não nos atrai…
Um dia saberemos que ser classificado como “bonzinho” não é bom…
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…
Um dia saberemos a importância da frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso…
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito…
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutarmos para realizar todas as nossas loucuras…
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.”

 

Alfa

Caixa de pandora #Saudades.

Saudade vem e deita do meu lado em seu lugar. E diz pra mim, que mesmo que eu não eu vou te amar. (Saudade – Adryana e a rapaziada)

Carta destinada a você elemento X.

Parece uma eternidade. Como pode parecer tanto tempo? Você sumiu? Está se escondendo? Resolveu se afastar do mundo, de tudo e todos… DE MIM?

Eu realmente sinto sua falta. Sinto mais do que gostaria. Ainda penso em você.

Gostaria de ouvir sua voz. Ouvir sua respiração. Suas risadas. Algo!!! Qualquer coisa. Saber como você está, mesmo se for para você dizer que está ótimo. Te ver mais uma vez ou pela última vez.

Sabe o que me mata? O que me deixa furiosa? A cada dia sinto sua falta. Uma música me faz lembrar um dia que estive com você. Mínimas coisas me lembram que você ainda faz parte da minha vida. Cada dia que eu lembro de você é um que você esquece de mim. Me revolta saber que sua existência é importante para mim. Já a minha existência no seu mundo é irrelevante. Quantos gestos ridículos seus foram motivo de alegria para mim? Enquanto você fica rindo a toa.

Então é isso? Eu trouxa sinto saudades enquanto você, continua com sua vidinha. Se afasta. Permanece frio e calculista. Simplesmente se recusa a sentir saudades de mim.

Falando nessa palavrinha. Afinal o que é a saudade? Ela faz bem ou não? Tenho como escapar dela?

Saudade é a vontade de tê-lo próximo a mim (de novo). Saudade é relembrar um momento perfeitamente, só fechando os olhos. É sentir que está faltando algo (faltando você). Querer reviver momentos. Essa saudade que as vezes me faz tão feliz por tudo o que já aconteceu. Que me faz questionar certas atitudes. Eu teria feito tudo da mesma maneira? Saudade que faz o coração ficar apertado. As lágrimas escorrerem. Tudo isso porque você não está aqui!

Quem nunca sentiu saudades? Quem pode me definir o que ela é? Me diga se você nunca sentiu?

O que pessoas normais tentam fazer para diminuir as saudades? Telefonam. Vão ao encontro da outra pessoa. Escrevem cartas. Conversam pela internet. Como fazer isso se você não me da um sinal de vida?

Uma vez eu li a seguinte frase: “O seu silêncio me mata.” É como me sinto. Como se não bastasse a distância “geográfica” entre nós, tenho que aturar seu silêncio. Sinto sua falta e não há nada que eu possa fazer para mudar isso. Sinto sua falta e você permanece mudo e tão quieto.

Não depende só mim. Você não pode fingir que é educado? Não pode dar um oi? Não!!! Você é ocupado demais para isso. Você pensa demais em si mesmo para isso. Quem liga se eu sinto sua falta? Afinal, você está bem é só o que importa.

Nada melhor para terminar esta carta falando o que eu desejo para você. Eu quero que você sinta muitas saudades de uma garota. Ai você vai entender. Viver na pele o que eu estou te dizendo. Eu espero que não demore. Afinal, mais cedo ou mais tarde vai acontecer. E… EU QUERO SER ESSA GAROTA!!!

Alfa

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